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Hotéis e Gastronomia

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24 horas em Copenhague, Dinamarca

Copenhague-Nyhavn-DinamarcaNyhavn, Copenhague, Dinamarca. Foto por Milena Beledelli.


23:30: Saímos de Hamburgo de ônibus com destino à Copenhague. O ônibus era super confortável e tinha plugs e wifi, o que parecia incrível. Já cansada por passear por Hamburgo o dia todo até aquele horário, tirei meus tênis e reclinei minha poltrona, pronta para dormir. Não consegui. Depois de cerca de 2 horas, as luzes do ônibus se acenderam e eu, sem as minha lentes de contato, não entendi o que tinha acontecido. Era a primeira parada da viagem: a aduana entre a Alemanha e a Dinamarca. Passamos o local e ainda nada de as luzes se apagarem. 20 minutos depois, o motorista pegou o microfone e avisou: “por favor saiam todos do ônibus, não é permitido que os passageiros permaneçam aqui durante o trajeto do ferry boat.” FERRY BOAT??  

02:00: Meio cansada, saí do ônibus e subi uma escada só para perceber que o barco parecia um shopping. Tinha praça de alimentação, lojas de dutty free, banheiros gigantes... e é claro, aquela luz super fluorescente que chega arder nos olhos. Ainda não acreditando que eu estava em um barco, me senti um pouco enjoada e depois ainda mais quando ouvi “a viagem dura cerca de 45 minutos”. Comecei a escrever para minha mãe e mandar fotos do Google Maps com a minha localização: no meio do nada. 

02:45: De volta ao ônibus, tirei meus tênis, casaco e lentes de contato...de novo. Quem sabe agora sim poderia dormir.


04:30: Várias cochiladas de 10 minutos depois, as luzes do ônibus se acenderam de novo. A previsão de chegada em Copenhague era 06:30 da manhã, então novamente fiquei surpresa quando o motorista pegou o  microfone e disse “bem vindos à Copenhague”. Sem tempo para colocar minhas lentes de volta antes de sair do ônibus, tentei encontrar um banco para sentar em meio ao borrão que a cidade parecia. Coloquei as lentes sem espelho e percebi que já estava amanhecendo, mesmo que fossem ainda 04:30 da manhã. E agora? O que fazer as 4:30 numa cidade desconhecida onde nada parecia estar aberto? Fomos para a estação de trem.  
  
06:00: Depois das mais longas 1h30 da minha vida, sentada no chão da estação vendo adolescentes voltando da balada enquanto tudo que eu queria era mais um casaco ou que a Starbucks abrisse logo, decidimos caminhar até uma padaria que abria as 07:00, já que uma das nossas companheiras de viagem, a Melissa, é vegana e só podia comer em certos lugares.  
  
06:30: Meia hora de caminhada depois, chegamos na bendita padaria vegana. Adivinha? Estava fechada. Mais meia hora sentada do lado de fora sonhando com um café quentinho e um pão com geleia.

07:00: A padaria abriu e “super!”... não tinha mesas e cadeiras para sentar. Comprei um bolo de chocolate vegano (ao qual açúcar não foi apresentado) e caminhamos de volta à estação. Mais 30 minutos. Oba. 
  
08:00: Exaustos, sentamos no sofá confortável da Starbucks e tomamos nosso café da manhã: bolinhos veganos sem açúcar da padaria sem cadeiras e um Mocha da Starbucks que na Dinamarca custa cerca de R$ 30 (tamanho médio).  
  
08:30: Nossos companheiros de viagem tinham que ir fazer o check-in no hotel (40 min de caminhada) e eu e o Sebastian, que não tínhamos hotel pois iríamos voltar no mesmo dia, decidimos começar nosso passeio e nos encontrar com eles depois. Vesti minha jaqueta e uma jaqueta do Sebastian que ele tinha trazido por acidente (sorte a minha!) por cima. Estava chovendo e ventando como se não tivesse amanhã.

Copenhague-DinamarcaA chuvosa Copenhague. Foto por Milena Beledelli. 

09:00: Chegamos até a área de onde é possível fazer passeios de barco. Perguntamos quando o tour saia e a mulher simpática disse “em 15 minutos”. Finalmente uma notícia boa! Maaaaas... o barco era aberto, ou seja, você sairia do passeio como um cachorro molhado. A mulher então disse “com barco fechado, os passeios começam ao meio dia.” 

09:30: Caminhamos até uma parada de ônibus para buscar abrigo. Pensamos em visitar o Museu Nacional, mas este só abriria as 10:00. Sentamos na parada e conversamos por 30 minutos até finalmente podermos caminhar até o museu.  
  
10:00: O museu parecia um oásis em meio ao cansaço. Estava quentinho, era gratuito e tinha armários (também gratuitos) para deixar casacos e nossa mochila. Depois de visitar a exposição que mostrava a história dos vikings e a história da vida na Dinamarca, fomos para o café do museu para mais um lanchinho. Combinamos de nos encontrar com nossos companheiros de viagem as 11:50 em frente ao lugar onde poderíamos fazer o passeio de barco.
Museu-Copenhague-DinamarcaUma das exposições do Museu. Foto por Milena Beledelli.

11:50: Em frente ao lugar do passeio de barco, não conseguíamos ver onde estavam os outros dois turistas. O barco veio e partiu e nada. O Sebastian ligou para a Melissa e ela então falou que eles estavam em outro local de onde partiam barcos. Pedimos para que eles caminhassem até onde estávamos e finalmente compramos os bilhetes para o próximo barco. 
  
12:30: Começamos nosso passeio de barco pelos canais de Copenhague. Valeu a pena esperar e não desistir do passeio, já que vimos os lugares mais imperdíveis da cidade: a Opera, o bairro onde mora a alta sociedade local, a praia hippie, a estátua da Pequena Sereia, a residência real, a base militar....Depois do passeio de barco decidimos caminhar até Nyhavn.
Copenhague-DinamarcaBairro mais caro de Copenhague. Foto por Milena Beledelli.

Copenhague-DinamarcaDurante nosso passeio de barco. Foto por Milena Beledelli.

Copenhague-DinamarcaA arquitetura de Copenhague. Foto por Milena Beledelli.

14:00: Chegamos em Nyhavn, uma das áreas mais agitadas e charmosas da cidade. Prédios coloridos com restaurantes dão um tom mais alegre ao frio Dinamarquês. Passeamos por lá por um tempo e então caminhamos mais uns 45 minutos até chegar em um albergue que tinha também um restaurante super cool de cachorro-quente (incluindo uma versão vegana), considerado um dos maiores pratos típicos locais. Relaxamos no lugar por mais um tempo e depois de um expresso – haja fôlego para tudo isso! – nos dirigimos até o Tivoli, o maior parque da cidade. 
Nyhavn-Copenhague-DinamarcaA colorida Nyhavn. Foto por Milena Beledelli.

16:30: Já no Tivoli, corremos para o Aquário pois poderíamos ver os cuidadores do parque alimentando os peixes pela última vez naquele dia. Depois de um dia super corrido, sentar e observar os peixes, raias e tubarões trouxe uma paz sem tamanho. Já tínhamos visto tudo o que queríamos e agora finalmente poderíamos diminuir o ritmo. Passeamos lentamente pelo parque e descansamos em um banco, onde, ao nosso lado, dormiam um pai e uma filha como se também estivessem exaustos.
Tivoli-Copenhague-DinamarcaDepois de tanta chuva, o lindo sol em Tivoli. Foto por Milena Beledelli.
Tivoli-Copenhague-DinamarcaUma das atrações no Tivoli. Foto por Milena Beledelli.
Tivoli-Copenhague-DinamarcaTivoli, Copenhague. Foto por Milena Beledelli.
Tivoli-Copenhague-DinamarcaRestaurante no Tivoli. Foto por Milena Beledelli.

18:30: Decidimos ir ao cinema já que na Alemanha são raras as oportunidades de assistir um filme em sua versão original. Compramos nossa pipoca e assistimos Os Minions. Depois do filme nos despedimos da Melissa e do Chris, que foram para seu hotel, e caminhamos de volta à área da estação de trem. 
  
21:30: Eu e o Sebastian usamos nosso tempo restante para explorar um pouco a noite da cidade, e caminhamos por uma rua cheia de pubs com música ao vivo e muita gente conversando e rindo. Completamente exaustos, decidimos caminhar até o local de onde nosso ônibus partiria. 
  
23:40: Nosso ônibus saiu de Copenhague e fizemos todo o percurso de volta, incluindo o ferry boat que me deixou nauseada. Chegamos em Hamburgo as 05:30 da manhã e pegamos a estrada de volta para Osnabrück. Eu não conseguia deixar meus olhos abertos e fiquei preocupada que o mesmo aconteceria com o Sebastian. Ele parou o carro em um estacionamento na estrada (área de descanso para viajantes e caminhoneiros), reclinamos os bancos e dormimos por cerca de 1 hora alí, no meio do caminho. Chegamos em casa as 08:30 da manhã. Tomei um banho rápido – o que parecia um sonho – e fui dormir. Acordei às 16:30 exausta mas cheia de lembranças felizes do meu primeiro país escandinavo. 
  
Valeu a pena? Valeu! A Dinamarca é um país lindo e nos divertimos muito apesar dos pesares. Da próxima vez, entretanto, eu ficaria ao menos 2 dias na cidade. 
     
Dicas:  
  • Brasileiros não precisam de visto para visitar a Dinamarca por um período de até 90 dias. 
  • A Dinamarca tem como moeda a coroa dinamarquesa, o que é em média R$ 0,50. Os preços são altos assim como em outros países da Escandinávia. Como um exemplo, pagamos R$30 por um sanduíche. 
  • Agasalhe-se bem! Visitamos Copenhague em um dia de verão, considerado alta temporada e a temperatura mais alta do dia foi em média 16°C. 
  • Viajar de ônibus de Hamburgo à Copenhague é muito mais barato que viajar de avião ou de trem. O preço da passagem (ida e volta) por pessoa foi de R$150. Além de Copenhague, as empresas de ônibus oferecem diversas cidades em outros países, incluindo Milão na Itália, Oslo na Noruega e Malmö na Suécia.
  • Se você levar pouca bagagem, pode ser uma vantagem deixar a mochila no museu e buscar mais tarde já que o serviço de armários é gratuito no local. 
  • Para os amantes de boa culinária, Copenhague é sede do terceiro melhor restaurante do mundo, o Noma. 

Até a próxima aventura!
- Milena

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